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| | Seminário sobre mobilidade urbana ocorre em Florianópolis nessa semana
Com o intuito de promover o debate sobre o problema da mobilidade urbana que tem afetado profundamente as cidades brasileiras - e gerado uma enorme quantidade de pessoas excluídas do pleno direito de ir e vir e de usufruir livremente os espaços públicos da cidade - o Movimento Passe Livre com o apoio da Associação dos Professores da Universidade Federal de Santa Catarina (APUFSC) e do Sindicato dos Trabalhadores da mesma universidade (SINTUFSC), organizará nos dias 11, 12 e 13 de julho (quarta, quinta e sexta desta semana) um seminário sobre mobilidade urbana. A programação contará com Lucio Gregori, ex-secretário de transportes de São Paulo na gestão Luiza Erundina, co-autor do projeto Tarifa Zero - que chegou a vigorar num grande bairro da capital paulista - e executor da municipalização do transportes na maior cidade da América Latina, em 1990; com o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Urbano de Florianópolis (Sintraturb); com a União Florianópolitana das Entidades Comunitárias (UFECO); com Norberto Stroich, atual Secretário de Transportes; e com Ildo Rosa, Presidente do Instituto de Planejamento Urbano da cidade (IPUF). Além, é claro, da participação de movimentos sociais como MPL, o MNCR (Movimento dos Catadores), a Bicicletada e coletivos pela democratização da mídia. As inscrições podem ser feitas enviando um e-mail para o seguinte endereço: mpl.floripa@grupos.com.br - ou lá na hora, na mesa de inscrição. O seminário está marcado para começar na quarta-feira às 18h30 no auditório do Centro de Convivência da UFSC. Links: Programação do Seminário | Ficha de inscrição gratuita | Blog do MPL Floripa
Transporte deve ser financiado pelo poder público O transporte deve ser financiado pelo poder público. É um absurdo o custo do transporte hoje no Brasil, com tarifas girando em torno de R$2,30, que para alguém que pega somente um ônibus por dia tem um custo de cerca de 30% de um salário mínimo.
Lembramos que cerca 67% dos trabalhadores estão no mercado de trabalho informal. São autônomos, não recebem o vale transporte. Geralmente essas pessoas moram mais longe dos locais onde ganha a vida. Outro dia estava lendo os resultados de algumas pesquisas do Metrô de São Paulo. Fiquei abismado com alguns resultados. Essas pesquisas mostram que alguns moradores de rua na capital paulistas têm casa, mas o custo e o tempo de se locomoverem para suas moradias torna inviável suas atividades de subsistência (muitos são catadores de papel). Enquanto isso nos centros das grandes cidades há uma vários imóveis vazios.
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