Uribe já teve na segunda-feira passada um encontro no Pentágono com o secretário de Defesa, Donald Rumsfeld.
Na manhã da terça-feira foi recebido na Casa Branca pelo presidente George W. Bush e na tarde pelo secretário de Estado, Colin Powell.
Por sua parte, também o representante comercial dos Estados Unidos, Robert Zoellick, anunciou que para o próximo 18 de maio ambos países começarão as negociações para assinar um acordo de livre comércio.
Nestas negociações poderíam participar também o Perú e o Equador, para o qual ambos países andinos devem processar rápidamente uma série de reformas internas em suas legislações comerciais.
Mas não há dúvida de que o acordo de maior importância é o de ampliar os alcances da Iniciativa Regional Andina e do Plano Colômbia.
O relançamento do Plano Colômbia inclue uma prorrogação dos prazos de aplicação, maior quantidade de militares e de recursos econômicos por parte dos Estados Unidos e a articulação das operações com o envolvimento de mais países, como o Equador, Perú e Bolívia.
Assim, o começo das negociações bilaterais será um elemento a mais pelo qual proceda a ingerência dos Estados Unidos na região andina.
Como resultado imediato da visita de Uribe aos Estados Unidos, o presidente norteamericano pedirá ao Congresso do seu país, que aprove uma ampliação do número de militares e policiais civis contratados, espalhados pela Colômbia, além de uma quantidade extra de dinheiro para resolver as operações do Plano Colômbia.
O antecendente direto é a reunião que tiveram presidente equatoriano Lucio Gutierrez e Álvaro Uribe na cidade de Bogotá, na que estabeleceram emitir uma declaração de 44 pontos, na qual se comprometeram a reforçar a cooperação fronteiriça para combater o narcotráfico, o contrabando de precursores químicos, o tráfico ilegal de armas e explosivos, o sequestro e a extorsão.
Diversos funcionários norteamericanos reveleram que a intenção de Washington é a de renovar o Plano Colômbia, que em seus diversos projetos estabelece o ano de 2005 como ponto final, até o ano 2009 inclusive.
Essa ampliação requer da aprovação de uma nova legislação por parte do Congresso dos Estados Unidos.
Uribe manifestou à imprensa, logo do seu encontro com Bush, que a ampliação do Plano Colômbia foi compreendida pelo presidente como uma necessidade para a segurança da região.
“O Mandatário e as autoridades dos Estados Unidos são bastante conscientes de que nós não podemos deixar esta tarefa pela metade do caminho. Porque se bem tem se reduzido a droga, se bem há avanços e há redução do homicídio, do sequestro, dos atos terroristas... a Colômbia ainda sofre muito”.
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